22 de maio de 2009

Garota Sem Nome (Parte II)

As pessoas soltavam baforadas no meu rosto
E as árvores e céus cada vez mais escuros
Será que sinto saudades de casa?
Será que sou ameaçada?

Sigo pela avenida,
olho para os lados,
sigo a minha seguida.

Amanhã não voltarei pra casa,
Hoje não tive coragem de entrar,
Muitas lembranças boas.
Quero me apagar.

Já no fim da avenida,
fim dos bairros nobres
Vou procurando uma casinha,
uma amiga,
comida.

O ar basta,
um chão basta,
uma água de rio basta.

Não sei porque fugi de casa,
sei que não quero voltar mais.

Nenhum comentário: