21 de maio de 2009

Garota Sem Nome (Parte I)

Eu seguia a rua chamada "Beira Rio" para ver minha ex-casa de manhã cedinho,
menos das 5.
Minha familia nunca estava acordada,
e as minhas fotos de "Procurada" em todos os muros mostravam meu nome.
Se é que eu tenho nome.
Peguei o ônibus e voltei para a minha verdadeira cidade.

"Montes" era perto, mas ninguém me conhecia.
Nome eu não tinha
E as ruas me possuiam mais e mais.
De manhã ficava na feira, contando piadas para quem passava.
Algumas pessoas não entendiam,
pois meu humor era antigo, que vem de meu avó.

E dos livros dos quais tirava trocadilhos.
As pessoas que liam entendiam
As que não liam, na feira vendiam.

Uma palhaça boba.
Colocava os chinelos no pé e saia pela Rua 8,
As vezes passavam bêbados e soltavam arrotos,
Me cantavam e peidavam
saiam, corriam, porcos.

Um momento e chego ao centro,
Aonde riem mais,
e pagam menos.
Faço truques,
são momentos,
e os carros soltam fumaça
e dos pulmões também saia.

3 comentários:

Fe. disse...

GALINHADA NA FEIRA

Julia disse...

MAÇÃ QUATRO REAL O QUILO

Julia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.