- E aí? Quanto tempo, como vai você?
- Eu vou bem... Olhe, porque não vamos fumar um cigarro lá fora?
- Ótimo, trouxe fogo?
- Claro.
E seu esqueiro que sua melhor amiga deu de lembrança, com escritos na sua fonte favorita "pare de fumar!". Ela ri, e o guarda na bolsa.
- Hoje está um dia frio, mas está ótimo não?
- É, só que sinto frio demasiado. Acho que... Não sei.
- Você está estranha, o que houve?
- Alguém colocou o peso do mundo nos meus ombros, alguém colocou mentiras nas palavras que eu fiz...
Que silêncio. Nunca vi tanta proximidade em tanta distância.
- ... mas, minha mão está esticada para cima para alguém pegá-la. Só não sei se tem alguém para me puxar. Alguém, alguém, alguém. Ninguém é sujeito. Ninguém pratica ações, ninguém é perfeito. Ninguém, ninguém, ninguém. Acho que sou humano, demasiado humano, mesmo que eu tente não ser. Eu sinto mesmo não querendo sentir, não aprendo querendo aprender. Porque é isso que as pessoas fazem. Elas fingem, para serem sinceras, elas mentem para contarem verdades. Elas copiam para ser originais, elas se destroem para não serem destruídas. Talvez eu tenha, acidentalmente, colocado muitas pírulas na minha bebida. Sei lá, talvez não seja tão simples. Talvez "nada" seja mesmo alguma coisa, o som é diferente em cada cabeça, as cores não são as mesmas. Talvez a escola seja repetitiva demais, e talvez eu me vire melhor sozinha. Talvez, um dia, a gente se encontrará de novo, ou talvez, nunca mais nos vejamos. Talvez um coisa tenha mil utilidades, e mil pessoas não tenham nehuma. Acho que está na hora de mostrar... Mostrar ao mundo. O que realmente nós somos. O que realmente nós somos? Porque estamos aqui fora, excluídos do mundo, nos auto-depreciando, fumando, bebendo, nos matando. Acho que eu preciso ir. Você já olhou para uma foto e não se viu? E quando você pensou que mais precisava deuma pessoa, ela apareceu? E talvez, você não tenho percebido, que nessa hora que você precisava de alguém, alguém precisava de você. Percebeste que, a maioria das palavras começam com "eu"? Eu, eu, eu! Tú, eles, nós, vós, eles! Nós, nós, nós. Precisamos de um manifesto, a paz não está dando certo. Meu termo é confuso, minha explicação é integrada á conversa, a uma seita, a um deus. Podemos? Não podemos. Está contra as leis da Bíblia, do nosso "messias". Do meu. Do seu. DO NOSSO? Porque temos que estar juntos? Eu não quero estar junto. Porque agora eu cansei de ser demasiado humano, e preciso fingir, mentir e me auto-destruir. Obrigada pelo seu tempo.
4 comentários:
NÃO FIQUE COM MEDO )))))):
Eu to com medo?
Gerou filosofia.
MEDO? MEDO? O que dizer sobre o medo?
Tenho medo de dizer.
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