É a praça que me enche o saco. Aquele ar limpinho, só que um monte de góticos cabocos, que não sabe que isso saiu de moda no começo dos anos 90. O cheiro do Bobs, que tem cheiro de... Comida industrializada me dá vontade de vomitar. Mas aquela pizza bem quentinha com borda de catupiri e manjericão. Os tomates frescos. Aqueles meninos feios cherando Ferrari Black comprado em Lethen por 50 reais. Os boyzinhos fumando e com as calças baixas. As menininhas de bata e salto alto. As crianças andando de bug. As fontes, as luzes. O Scalt lá em cima, bombando. O silêncio vira risadinhas. Que saudade dela que foi embora. Que saudade de mim mesma. A vontade de ir no touro mecânico. A vontade de comprar um docinho. A vontade de pegar uma arma, mostrá-la a todos. Apenas eu tenho o poder. Eu sou a dona daqui. Vocês fiquem quietos. Os postes piscando, os insetos sobrevoando-me. As mariposas são tão grandes e pretas. Minha vista escureceu. Não sou mais eu. O fogo apagou. A cidade andou.
A praça me enche o saco? Ou seria certamente, as pessoas? Ou eu? Sou eu? Sim, acho que sou eu. As pessoas ME atingem. Eu queria atingí-las. Eu queria atirá-las. Atirar nelas. Pose de cowgirl. Roupa de punk. Um Qzinho de Hippie. Mas... Essas coisas não exitem mais. Eu sei disso. O pequeno elfo. O menor elfo. Eu sou do Sol, mas não posso vê-lo. Preciso de aquecimento para explodir. Não me deixe partir.
Um comentário:
Olá!
Meu primo me passou o end do seu blog pra eu ler o post sobre a praça. Achei mto interessante a forma como vc escreve. Prende a atenção, sabia? Gostei. De verdade. Espero q vc desenvolva mais e mais esse talento. Fique bem. ;)
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