Papel e pena,
minha prissão
Papel e pena,
minha pena perpétua.
O que fazer quando nada a dizer?
Me diga se, alguma vez...
Você pôde descrever aquela cena,
daqueles cabelos recheados de luz que aquela menina tinha,
enquanto girava alegremente,
tomando chuva de mangueira.
E daquela cena que iradiava luz,
e daquela cena que a menina refletia o Sol
e daquela cena você ouviu música...
Podia ela ser descrita por papel e pena?
Ou estaria ela andando entre o vento,
hoje em dia...
Perdida no tempo,
Apenas aquela foto, que muda com o movimento...
Daqueles cabelos de criança...
Ou estaria ela dançando tristemente
em um papel de um poeta,
com a ajuda da pena, cintilante...
Na amargurada noite, regada a nada.
Silêncio, pena e papel.
Pena e papel,
uma vida sem gosto.
Pena e papel,
uma voz lacrimosa.
Pena e papel,
o fim dos sentindos,
uma coisa só.
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