- E, naquele momento, não quis me embebedar na cachaça amarga, nem deixar minha garganta seca com um cigarro. Eu quis apenas sentir o gosto doce de suas palavras. E agora não falo da Revolução, não mais meu amigo. Estou falando Sim. Apenas sim. Para o dia da minha vida. Sim, para aquilo em seu modo de falar, seu sorrisso e nós. Coloridos como um arco-íris. Você faz graça e se sente vazio. Me analisa profundamente. E nunca nem pôde olhar nos meus olhos.
- Se eu fosse escolher, escolheria seus cabelos, seu rosto, seus lábios, olhos, unhas, dentes, ossos, carne. Eu escolheria tremer de horror nos seus braços, escolheria morrer do seu lado. Escolheria viver. E só viveria com você. Escolheria cantar ao som do seu violão, me esconder no seu coração e te chamar de paraíso. Escolheria sua voz a uma canção, suas mãos ao vento, seus beijos ao ar. Esolheria suas pernas e braços a qualquer armadura, escolheria suas palavras a qualquer remédio.
Escolheria seu amor a qualquer revolução.
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