8 de novembro de 2008

O Outono do Norte.

Ele me bate a porta, com aquele vento gelado carregando lindas folhas alaranjadas. Todas elas cheiram como você de manhã. Eu me lembro dos velhos tempos. Você, como uma tarde alaranjada no cinema. Ótima imagem, um cheiro que me dá vontade de te comer. Uma música de fundo. Você acha que eu esqueci a nossa revolução? Aquelas suas perguntas misturadas com nossas músicas preferidas. Você gostaria de voltar a viver debaixo do mar, no jardim Octopus comigo? Volte para mim por favor, minha voz e minha mente nao se conectam, e eu nao consigo pedir por auxilio. Voce era minha morada. Por que não acreditas em mim? Eu estou olhando por você, onde você foi? Eu pensava que te conhecia, o que eu conhecia?

E nesse outono nada quente, esqueço meus agasalhos em casa, e apenas a cada folha que cai, eu lembro de você. E é por isso que eu moro naquele parque onde te vi pela primeira vez. Talvez no inverno, o clima do norte mudará sua imagem para neve. E a cada floco que cairá, eles iram me encobrir, e eu dormirei para sempre. Ao seu lado, pois eu te carregarei comigo para a eternidade. Como eu prometi.

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